domingo, 3 de janeiro de 2016

Vida me leva



Teria sido mais fácil caso tivessem me  deixado viver a vida da forma que "Deus" havia  planejado para mim?


Não teria acabado o primeiro grau.
Teria um emprego similar a um atendente de lanchonete ou auxiliar de pedreiro.
Acreditaria em Deus.
Acreditaria que Deus esta no controle da minha vida e não eu.


Não precisaria fingir ser programador, inteligente e criativo.
Não precisaria fingir ser gente.
Pois é, me tornei um perturbado e iludido.
Prefiro conversar sozinho e ter um dialogo com meu imaginário à conviver com pessoas reais.

Graças à Mãe Amada que me deu pra adoção?

Não sei e também não sei se seria  feliz se pudesse voltar no tempo.

Mas a junção de todos os fatos que ocorreram na minha vida, me fez ser quem eu sou.

Os fatos mais marcantes e impactante na minha infância foram a adoção e meu acidente.
Sem esses acontecimentos, deixaria de ser quem sou hoje mas não deixaria de ser.
Teria uma personalidade com outros pontos positivos e negativos.

Na vida agente dá um jeito para tudo.
Cada dia um recomeço.
Cada frustração um aprendizado.
Ainda posso ser feliz, minha filha tá crescendo.  

sábado, 2 de janeiro de 2016

Um amor de mãe (versão alternativa)



Certo dia, com um filho com menos de um ano de vida e outro que estava por vir, paranoica, pensou que não daria conta de criar mais essa criança (eu). Aí então ela resolve me oferecer a um casal de médico que não podiam ter filhos, que lindo.
Mas após o parto, depois de ver o rostinho daquele bebê (eu), ela desistiu de me dar para os médicos. Nossa, ela me amava.  Não! A desgraçada saiu do hospital e surtou. Levou seus dois filhos para a beira da estrada, pensou em se jogar na frente de um caminhão com seus dois filhos. Mas finalmente acabou desistindo. Ufa! Não fui abandonado e nem morto.
Ufa que nada o pior ainda estava por vir. Ela humildemente cuidou de seus dois filhos “amados”. Mas um belo dia ela chegou pertinho de mim, com apenas três anos de idade. Olhou bem nos meus olhos e me perguntou se eu sabia quem era minha mãe. E prontamente eu respondi o óbvio que era a desgraça da minha mãe que me fez a pergunta.
Logo após esse momento mãe e filho. Começou a tocar a trilha sonora da minha vida, “pais e filhos” da Legião Urbana. Para quem não sabe fala de uma filha que se suicida. Ela decide me entregar para a família da casa onde trabalhava. Porra não era mais fácil me deixar com os médicos. Talvez eu nem saberia que era adotado e isso não seria um trauma para mim.
Mas devo ter ficado muito feliz com esse fato, pois a primeira coisa que fiz ao ver meu novo pai, depois de saber da notícia. Foi dar um abraço nele e gritar papai.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Um amor de mãe



   Tinha um filho com menos de um ano de idade e outro que estava a caminho, pessimista, pensou que não daria conta de criar mais essa criança. Aí então ela resolveu oferecer a criança que estaria para nascer a um casal de médico que não podiam ter filhos.
    Mas após o parto, depois de ver o rostinho daquele bebê, ficou encantada e logo desistiu de dar aquela vida para os médicos. Os médicos não aceitando o fato, pois foram meses de encanto e espera com a vinda de um filho tão sonhado, a expulsaram do hospital.
Sem rumo, desesperada,  saiu do hospital e surtou. Levou seus dois filhos para a beira da estrada, pensou em se jogar na frente de um caminhão com seus dois filhos. Mas finalmente acabou desistindo. Estavam todos salvos naquele momento. Então cuidou de seus dois filhos amados.
    Mas três anos depois, sem auxilio da família, onde não tinha mãe, pai ou irmãos para dar o mínimo apoio. Vendo seus governantes prometendo apoio ao seu povo nas eleições mas não conseguia sequer colocar seus filhos numa creche. Num ato de desespero e sem esperança de poder dar um futuro a aquelas duas crianças, apesar de todo cuidado depois de muita luta. Tomou a decisão mais difícil que uma mãe ou pai aguentaria.  Com muita tristeza  decidiu entregar seu filho para adoção. Trabalhava como empregada numa casa para um casal com três filhos que adotou seu filho mais novo.
    Apesar da luta, ela ficou remoendo as lembranças de quando podia ter dado aquela criança aos médicos. Isso teria evitado que ela criasse um laço com a criança e a criança com ela. Talvez a criança nem saberia que era adotada e isso não seria um trauma. Mas já estava feito. Laço mãe e filho já estava criado. Sempre ouvia dizer: "Não adianta Deus iluminar nossos caminhos, se não somos capazes de enxergar um palmo a nossa frente." Mas  sabia que aquela criança nunca mais enxergaria a vida da mesma forma. 
   Mas aquele pobre menino não sabia o que estava por vir, tudo não passava de uma brincadeira na cabeça dele. Na primeira vez que viu seu novo pai, depois de saber da notícia. Foi dar um abraço nele e gritou papai. Aquela criança saiu para um simples  passeio e  se perdeu. 



  

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Valor

O valor das coisas não esta no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Maria Julia Paes de Silva 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

MInha Personalidade

Não me pergunte quem eu sou.
Já fui homem e mulher.
Já fui  cristão e anticristo.
Já fui Deus e Lúcifer.
Minha imaginação me permite viajar.
Sou livre parra ser. 
Não estou preso aos seus ideais.